‘Eu queria ser diva, mas diva não podia, usei batom vermelho e limpei na camisa’. Com este versinho, inicio minha rápida e primeira experiência com batom vermelho. É. Não foi feliz. Estava eu, toda querendo ser diva, gata, com cara de estrela de cinema usando batom vermelho. Não sei o que acontece no universo feminino, mas vermelho é uma cor poderosa. Vale unhas vermelhas, batom, roupas, sapatos. Ah, sapatos vermelhos. Um misto de Dorothy e Jessica Rabbit, se é que isso é possível.
Mas, se você é tipo eu, que, mesmo sendo diva é meio Fiona (leia-se ‘a Princesa de All Star’), sinto em informar que não tem jeito. Afinal, se eu fosse completamente poderosa, sem ser pelo menos um pouco estabanada, não seria eu. Seria alguém parecido comigo, vivendo no meu corpo, mas não deixando livre a minha essência. Afinal, quem é que é perfeita o tempo todo? Ninguém, até onde me consta.
Claro que tem aquelas pessoas que sempre estão lindamente perfeitas. Em uma outra época, eu até queria ser como elas. Porém, com o passar do tempo, me descobri uma mulher poderosa, uma mulher maravilha a la Luíza Fregapani e mais, deixei de me comparar com outrem e sinto orgulho das minhas características que me tornam única. Afinal, por mais que alguns considerem conflitante o fato de eu ser uma Princesa de All Star, estudar moda e lutar Judô, eu não vejo nada ‘but me’ em tudo isso.
– Luíza Fregapani
Editora G1 SC
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Blog de leitura da Lú (A princesa de allstar).